
É o livro, é o Ensauro é o Teatro dos mortos
é a vida que passa e eu sem poder viver
é o grito contido escondido no peito
são os olhos credores querendo me ver
e não há um recanto pra me esconder...
É a rasga mortalha que pousa no teto
é o avô chorando a morte do neto
são os olhos de fome de uma linda menina
é o amarelo amargo dentro da retina
é o filho que chora e a mãe não vê...
É o sono jocoso e indolente de César
é o coração tosco das filhas de Hera
é o doce e o amargo da boca de Deus
são as asas de cera que a vida me deu
e ainda há quem acredite que pode escapar...
E a vida vem...
E a vida vai...
(wilsom Cavalcante)

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