segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Claudecir de Oliveira Rocha (seu trabalho)
Apresento aqui um poeta originalmente cópia de sua
matriz ... a loucura instintiva.
Cortinas Quebradas
Já é de manhã e eu vou dormir
Ferindo meus olhos na insônia
O café está gelado, os papéis jogados
num canto qualquer da mente.
O dia está propício
Aos sonhos diurnos da história
As palavras se arrastam pelos lábios
Pernas bambas e sensações dormentes
Um feitiço melancólico, corrosivo
Eles saem das suas tocas
e espreitam a caça do orgulho
Mausoléus de ratos,
de sinistra podridão.
Jorro água em meus olhos
E é difícil acreditar em fábulas
Procurei o convívio com o silêncio
Profanei a noite e os meus fantasmas
A febril angústia consola o meu recuo
Víboras de mágicos sorrisos
Rastejam aos pés da indelével máscara
Mentindo risos e sufocando gemidos.
Sou pássaro de olhos míopes!
Hoje a dor está mastigável,
Mas ainda queima quando é engolida
Os ouvidos estão atentos ao “silêncio”
As minhas sombras gritam com a astuciosa luz
Eu tenho fobia de mim.
Já é de manhã e eu vou dormir
Ferindo meus olhos na insônia
O café está gelado, os papéis jogados
num canto qualquer da mente.
O dia está propício
Aos sonhos diurnos da história
As palavras se arrastam pelos lábios
Pernas bambas e sensações dormentes
Um feitiço melancólico, corrosivo
Eles saem das suas tocas
e espreitam a caça do orgulho
Mausoléus de ratos,
de sinistra podridão.
Jorro água em meus olhos
E é difícil acreditar em fábulas
Procurei o convívio com o silêncio
Profanei a noite e os meus fantasmas
A febril angústia consola o meu recuo
Víboras de mágicos sorrisos
Rastejam aos pés da indelével máscara
Mentindo risos e sufocando gemidos.
Sou pássaro de olhos míopes!
Hoje a dor está mastigável,
Mas ainda queima quando é engolida
Os ouvidos estão atentos ao “silêncio”
As minhas sombras gritam com a astuciosa luz
Eu tenho fobia de mim.
Aqui você pode ouvir o poeta:
http://www.youtube.com/watch?v=CIdRPP55SS4
quarta-feira, 12 de novembro de 2008

É o livro, é o Ensauro é o Teatro dos mortos
é a vida que passa e eu sem poder viver
é o grito contido escondido no peito
são os olhos credores querendo me ver
e não há um recanto pra me esconder...
É a rasga mortalha que pousa no teto
é o avô chorando a morte do neto
são os olhos de fome de uma linda menina
é o amarelo amargo dentro da retina
é o filho que chora e a mãe não vê...
É o sono jocoso e indolente de César
é o coração tosco das filhas de Hera
é o doce e o amargo da boca de Deus
são as asas de cera que a vida me deu
e ainda há quem acredite que pode escapar...
E a vida vem...
E a vida vai...
(wilsom Cavalcante)
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